2005

Galeria Minimal - Porto


E assim tudo começou. Ou melhor, antes havia o prazer imenso de fazer. Só ele havia, mas será sempre o maior prazer!. Depois apareceu esta hipótese de “mandar a coisa para a parede”. MOSTRAR. E assim começou o MOSTRAR.

É um lugar comum, mas tive aquela dupla sensação: (i) prontos, vejam lá, eu também sou isto.; (ii) estas gajas agora vão viver por elas [já não são só eu], adeus!

E não começei sozinho, estava acompanhado da Belkiss.

 

2006

Galeria Minimal - Porto



2007

Galeria Minimal - Porto



2008

MONSTROS, MITOS E HERÓIS.

“ Onde não há deuses reinam os espectros”

- Novalis

Galeria Minimal - Porto


A produção para esta exposição - que já vinha bem detrás - acaba por ser o resultado de uma vontade de começar a ser ainda mais criador (fazedor de criaturas). Agora a(s) alma(s) precisa(m) de uma forma. E a forma começa a ter que ser feita. Que gozo que foi quando a forma se fazia como quem faz uma escultura de pedra: de fora para dentro, até encontrar o que lá está. E que gozo ainda maior quando era a mancha que me mostrava quem queria ser.

Mas isto ainda não acabou, ainda vou ter que por mais uns gajos destes cá para fora. Uns andam no sótão, outros pela cave. Têm que sair, eu já não lhes dou gozo e, vendo bem, eles querem é a vocês.

 

2010

AP’ARTE Galeria - Porto

“Conjunto de pinturas datadas de 2009 e 2010. São as mais recentes obras de uma nova fase que, afastando-se dos anteriores trabalhos que se enquadravam na linha do “expressionismo matérico com sinais da por art”, têm agora um claro pendor figurativo, assumindo a clássica estrutura bidimensional da representação, com apontamentos remissivos para autores representativos da pintura moderna. Os trabalhos apresentados dividem-se em duas séries distintas: uma de trabalhos em técnica mista sobre tela, representando corpos femininos; outra de trabalhos em técnica mista sobre cartão, que representam personagens, também quase sempre femininas. Os corpos ou as personagens representados oscilam entre poses de sensualidade ou provocação.”

  • In Jornal de Notícias

 

2012

De perto ninguém é normal

AP’ARTE Galeria - Porto

“De perto ninguém é normal”, título inspirado num verso de Caetano Veloso, é a proposta da exposição de pintura que Eduardo Verde Pinho nos propõe como desafio à indiferença e ao orgulho de pensarmos que vemos o claramente visto! Não! Tudo são aparências duma realidade que transpira miríades modos de enfocar as imagens que transcendem as fonteiras da nossa própria existência.

(…)

Tudo se conjuga na pintura de Eduardo Verde Pinho, partindo de imagens que povoam cartazes publicitários, jornais, revistas, catálogos (melhor, de estilhaços de design reciclado), onde a fotografia escolhida se transforma em leitmotiv de inspiração inicial, reconstrói e reinventa imagens plásticas, assumidamente polissémicas, que implicam numerosas significações e assumem o propósito claro de transmitir informações abundantes e inquiridoras. A proximidade ou a distância do observador relativamente à tela sugere planos de enquadramento e leitura visual completamente dissonantes, dando valor e conteúdo ao próprio título da exposição.”

  • Delfim Sousa

“Há algo de comum entre os trabalhos expostos: o Olhar. É um olhar fotográfico sobre a realidade transposta com rigor cinematográfico para cada tela/ecrã.”

  • Álvaro Sousa Santos

 

2016

Mostra'16

(Exposição colectiva)

Porto

 

2019

um e meio por um e meio

AP’ARTE Galeria - Porto

Óperas-murais

“As peças quadradas parecem chegar da rua, debaixo do braço do artista que recorta fragmentos de graffiti para os exibir em painéis e levar a galerias e museus, num contexto que todos observam e sentem, desafogados. Mera ilusão. O artista absorve a cidade com a consciência e dá-lhe vida na tela…

Inspira-o a arte urbana, os artistas de várias épocas que evoca... Ao apoderar-se da sua expressão, mistura gestos que podiam provir de muitas mãos e não apenas das suas. Apropria-se assim dos nomes e de parte do trabalho de grandes vultos das artes, imprimindo-os na sua obra que parece criada em conjunto com o pensamento crítico poisado em tantos.

Eduardo Verde Pinho deixa-se levar numa de muitas viagens, sem final, por tendências e artistas que marcam a História da Arte e da Música. Desencadeia percursos tão sentidos que a tinta escorre de propósito num acto natural.

(…)

E sempre dividido, interpretando as novas óperas-murais, dispostas como parcelas de vida vivida e num tempo simultâneo…

(…)

Trata-se sim de uma arte urbana, a sua, pessoal e intuitiva, solidária e contestatária, que transporta a alma dos graffiti, capturados com o olhar interior nas ruas mais degradantes e negligenciadas. Depois revigorados com a expressão do artista, são enfim conduzidos para espaços museológicos, onde melhor se apercebem, interrogam e entendem. Querendo dizer que a arte é de todos e para todos, sendo ou não inteligível.”

  • Helena Osório

 

2024

Figuras

AP’ARTE Galeria - Porto

“Figuras”, de Eduardo Verde Pinho (PT, 1962) retoma o sentido figurativo e bidimensional da pintura, num núcleo de 13 pinturas produzidas ao longo do último ano de 2023.

Nesta que é a sua 4ª exposição individual na AP’ARTE Galeria, Eduardo Verde Pinho evoca memórias da sua primeira exposição aqui realizada, e retoma à intimidade da série “Corpos” de 2010, num momento mais reflexivo e introspectivo, em contraponto com a energia e matéria que normalmente deposita nas suas obras de forte cariz urbano, como que arrancadas dos muros e paredes das cidades por onde atentamente circula.

Este conjunto de obras remete-nos para um imaginário de corpos enigmáticos, que evidencia a linguagem grotesca que caracteriza esta fase da obra do artista, que conta histórias reais ou surreais, que nos remetem para actos comuns ou fantasias intimistas, como que vistas através de uma película de filme.

Numa expressão de fluidez, transparências e tons, explora os processos de experimentação e expansão dos corpos sobre a tela, adensa a narrativa das Figuras (de forte expressividade) e questiona conceitos de perfeição e beleza (assim como a Arte, tão subjectivos), criando-nos a possibilidadede múltiplas leituras. Vultos, mais ou menos definidos, transferem-nos para uma atmosfera inebriante, conduzindo, sem condicionar, a mente e a imaginação do espectador.