Corpos
“Na série “Corpos”, Verde Pinho, propositadamente ou não, parece recorrer à linguagem da fotografia para ampliar psicologicamente o olhar, ou seja, lança-nos na abertura máxima do diafragma para permitir captar e focalizar nas telas os raios luminosos que pulsam e vibram no mais íntimo do ser humano. O filme processado é apresentado com as imagens do negativo da imagem do original, isto é, pinta as partes claras dos corpos a escuro de mistério e as partes escuras da envolvência a claro de simplicidade. Estes negativos de corpos e de mulheres eivados de bronze, abrem-nos para a possibilidade de questionarmos da importância da percepção das cores, enquanto representação interna ao nível do cérebro. Noutro sentido, além das cores, são as formas e o seu movimento que apelam às sensações, aos instintos, como podemos contemplar nas pinturas de mulheres de Verde Pinho, em posses cativantes e de belos e ondulados corpos.” - Delfim Sousa
Exposição: AP’ARTE Galeria - Porto (2010)
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